A primeira
vista você pode sentir estranhamento de ler duas palavras tão distantes em uma
só frase. Isso porque terapia, trata geralmente aspectos mentais, enquanto a
musculação desenvolve o corpo físico. Teoricamente são verbos de ações muito
diferentes. Entretanto, o objeto que executa a ação é o mesmo: o corpo do
indivíduo. O mesmo que pode fazer
musculação e terapia.
De uma maneira
didática e resumida, podemos dividir o corpo em: físico e energético. Fique
consciente que existe uma ramificação enorme para cada corpo. Entende-se o
corpo físico a partir da fisiologia, anatomia, citologia, entre outros.
Entende-se o copo energético sob várias perspectivas, a espiritual, a quântica,
astral, a sutil, a religiosa, etc. O corpo físico é denso e pesado. O corpo
energético é fluido e leve.
O indivíduo
humano tem a tendência de gostar mais de entender de um tipo de corpo ou de
outro. A exemplo de pessoas que adoram anatomia humana e são totalmente
descrentes de Deus ou mesmo pessoas que são extremamente religiosas e não
acreditam na evolução das espécies. Esses paradoxos você vê a cada esquina em
todo o mundo.
Em todo o
planeta, a terapias e a musculação são praticadas há muitos e muitos anos.
Antes de Arnold Schwarzenegger e também do método psicológico de Freud. Na
Índia antiga, essas duas práticas podem ser encontradas no cotidiano popular
com outros nomes: Yoga e Ayurveda, que ao pé da letra são mais complexas e
seguras, cientificamente falando do que a musculação e qualquer outro método terapêutico
– ao meu ver.
Entretanto, a
musculação tem muito de autoconhecimento. Se você conhece um pouco sobre Yoga e
Ayurveda você pode perceber que a musculação pode ser um método muito eficaz de
trabalho corporal. Não do ponto de vista do moldar o corpo por moldar, por exibicionismo
pois dessa maneira entra na mente o conceito de Ahamkara – ou o próprio ego em sânscrito.
Muito menos praticar musculação para tentar imitar um outro corpo ou estar
dentro de uma caixinha que não te pertence.
Apesar de
termos a mesma tabela periódica dentro de nós, temos a quantidade dos elementos
diferentes uns dos outros, por isso temos constituições genéticas diferentes. Alguns tem mais fósforo, outros mais potássio.
Uns tem mais gordura, outros tem mais músculo. Entendamos que não precisamos
entrar na paranóia de ficar igual a mocinha ou o mocinho do Instagram fitness,
nem a ninguém que gostamos. Inspiração é um verbo, imitação é outro e se você
quer confundir seus significados, há um problema com você e não com o
dicionário. Porque nunca seremos igual a ninguém. Somos donos dos nossos
corpos. Somos senhores dos nossos próprios destinos. Somos protagonistas das
nossas próprias vidas. Pertencemos a um caminho único, que é chamado de Dharma.
Ele é nosso! Assumo que, por ser tão singular chega a ser solitário.
A Ayurveda
estuda os nossos corpos através dos biotipos psicossociais ou Doshas. Existem
três biotipos principais Vata, Pitta e Kapha. Com certeza se você está vivo,
lendo esse texto, tem um corpo físico: você é um dos três Doshas! Se você não
gosta de musculação, provavelmente você é Vata. Se você ama, eu deduzo que você
seja Pitta. Se você tem dificuldade, mas se esforça para manter a malhação
provavelmente você é Kapha.
Na musculação
você pode compreender seu corpo parte por parte. Por que você é mais forte nos
braços? Por que você é mais fraco nas pernas? Por que você não tem resistência?
Por que quando você malha braços não fica dolorido no dia seguinte, mas quando
malha pernas não consegue subir um degrau sem chorar no dia posterior? Essas
são algumas perguntas que a Ayurveda te responderia muito fácil, não ditando
nomes de músculos ou ossos. Mas correlacionando com as tuas dificuldade
emocionais. Quando estamos com dores no corpo, essas dores não são desassociadas
do indivíduo que sente a dor. Você consegue entender que a doença sem o dono da
doença não é doença? A Ayurveda não trata a doenças. A Ayurveda trata pessoas.
Portanto, na
musculação você tem uma oportunidade de autoconhecimento MINUNCIOSA. Isso
porque, cada aparelho da musculação trata de um músculo específico. Por hora,
não sabemos a nossa força se não utilizarmos ela em alguma circunstância. Na
musculação você tem a chance de examinar cada musculo, separadamente, e
verificar a força que ele tem. Como se fosse um termômetro. Não tem como não
achar incrível!
Eu fazia
(ainda faço) parte do grupo de pessoas que não gosta muito da modalidade.
Porém, quando eu resinifiquei essa experiência para o autoconhecimento: tudo
mudou! Não pretendo ficar com o corpo da Graciane Barbosa de tanto meu
autoconhecer na musculação, mas espero fazer dela uma aliada para o meu
autoconhecimento Ayurvédico.
Vamos nos
autoconhecer a partir do nosso corpo físico? Na prática? Deixar o mental um
pouquinho...Eu sei que não é fácil, porque as vezes não queremos nos encarar.
Mas é melhor cedo, do que tarde demais. Não faz musculação? Faz uma aula experimental
em alguma academia, com esse olhar que te passei aqui da Ayurveda. E depois me
conta como foi a experiência...
Habribol!
Fernanda Paz
Nenhum comentário:
Postar um comentário